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Lamento

Um dia eu ouvi o seguinte comentário:

“Se um dia eu tivesse que ir numa reunião junto com seres de todos os outros planetas, eu teria vergonha de dizer que sou um terráqueo.”

Tem vezes que concordo plenamente.

Voltando ao assunto

Fiquei tanto tempo sem escrever que estava com medo de entrar aqui e ver as estatísticas de visitantes zeradas! Mas sabe que até tive uma surpresa? Pois é, teve um dia mto bom aí, que as pessoas andaram buscando sobre Joy Division, motivadas, talvez, pelo fato de Control ter estreado em cartaz essa semana…

Outro tema que as pessoas buscam e acabam caindo nesse blog é “cenas de estupro em filmes”. Bizarro né? Um post sobre a Monica Belucci em Irreversível é uma brecha pra algum pervertido acabar caindo aqui. Mas prefiro ser ingênua e pensar que a pessoa estava fazendo uma pesquisa para um trabalho de faculdade, ou algo do gênero.

Uma vez, por exemplo, precisei escolher um filme para ilustrar um caso de trauma, para um trabalho de psicologia. Acabei escrevendo sobre A Enfermeira Betty, que é um filme em que a Renée Zellweger sofre um trauma ao presenciar o marido sendo escalpelado por bandidos em sua casa. Depois disso, ela começa a achar que vive em uma novela tipo Days of Our Lives. Uma escolha um tanto quanto esquisita pensando bem agora… Mas funcionou e lembro que tirei uma nota boa!

He´s lost control

Control

Depois de um longo jejum aqui no blog, voltei para escrever sobre um filme que mexeu comigo.

Assisti Control, filme de Anton Corbijn, que conta a história de Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Apesar de não conhecer a banda muito bem - na verdade, acho que só conhecia a música mais famosa, Love Will Tear Us Apart - muitos motivos me levaram a ver o filme. Um deles é que já conhecia um pouco do trabalho do diretor - da época em que eu era viciada em MTV - pois ele fez muitos clipes legais como Heart Shaped Box, do Nirvana. Além disso, filmes que contam a história de bandas e músicos têm um apelo especial para mim. E claro, quis entender melhor o que leva uma pessoa da minha idade - 23 anos - a cometer suicídio.

Entre outros fatores, vi alguém que não conseguiu se encaixar na sociedade, talvez pelo excesso genialidade ou por não conseguir seguir uma conduta pré-determinada.

Contrapondo-se à tristeza do desfecho, o filme é esteticamente belíssimo, provocando uma inquietude que vale a pena.

Donnie Darko

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A primeira vez que ouvi falar sobre este filme foi em algum artigo que falava da carreira da Drew Barrymore, de como ela se livrou das drogas e começou a construir uma carreira (?) como atriz e também como produtora. Para surpresa de alguns, ela não produziu só títulos como Nunca Fui Beijada, As Panteras e As Panteras Detonando. Em meio à hollywoodianisse, surgiu interesse em produzir Donnie Darko, lançado em 2001.

O filme foi escrito e dirigido por Richard Kelly e conta uma história de um adolescente que tem umas visões um tanto quanto esquisitas e envolve viagens no tempo, um coelho gigante medonho e vários simbolismos. Apesar de ser um filme independente, com uma verba reduzida, conseguiu juntar um elenco interessante: Jake Gyllenhaal no papel de Donnie, sua irmã de verdade Maggie Gyllenhaal interpretando sua irmã no filme (na fotinho aí, juntos), Patrick Swayze (num papel hilário), Noah Wyle, entre outros atores bacanas.

Jake e Maggie Gyllenhaal

Gostei muito do filme, especialmente porque te faz pensar, questionar e discutir com mais alguém se era assim ou assado.

Além de fazer a pesquisa básica na internet (com o intuito de “encaixar as peças”), eu fui ver o filme com os comentários do diretor. Aliás, já adianto q minha intenção não é escrever nenhuma teoria mirabolante sobre o que eu achei do filme. Se vc já o viu e tem interesse em ler sobre isso, tente esse blog ou esse.

Voltando…Já tentei assistir outros filmes comentados pelo diretor antes, mas desistia logo no início. Sabe, é meio chato o diretor ficar apontando todas as coisinhas que você devia ter reparado, mas não o fez sabe-se lá porquê, ou falando sobre mil influências, ou a posição certa do ator no set, etc. e tal. Mas assistir os comentários no extras do dvd deste filme foi bem prazeroso e, em certos momentos, engraçado. Claro que o fato de o diretor dividir a função com o próprio Jake Gyllenhaal faz uma diferença, porque o menino é um, ahmm, fanfarrão! Tira sarro, imita outros atores, conta piadas… Enfim!

Seguem algumas curiosidades pra quem não tiver/teve paciência de ver os extras:

1. O filme foi rodado em 28 dias, dentro de um orçamento de US$ 4.5 milhões.

2. O orçamento contido rendeu algumas mudanças, como trocar West End Girls, do Pet Shop Boys, por Notorious, do Duran Duran, como música da apresentação de dança da irmãzinha de Donnie. Acontece que a gravadora do Pet Shop Boys estava pedindo mais grana pelos direitos autorais do que o Duran Duran. 

3. Outra sobre direitos:

smurfete.gifDrew Barrymore pediu e obteve (!) autorização para usar bonecos dos Smurfs para eles servirem de alvo numa cena em que Donnie e seus amigos brincam com uma espingarda. O engraçado é que o que embala a cena é uma discussão bizarra sobre orgias no mundo dos Smurfs e a real missão da Smurfete no mundo dos homenzinhos azuis. E o que é mais irônico é que o difícil não foi conseguir a autorização pra usar os bonecos, mas sim achar os benditos! A saída foi usar garrafas de vidro como alvos…

4. Christina Applegate, que fez Married with Children nos anos 80 e agora tenta emplacar em alguma outra série de comédia, é a estrela de TV com quem Donnie fantasia. Mas a idéia original era citar a Alyssa Milano, que, na época em que se passa o filme, fazia parte do seriado “Who´s the boss”. Eles mudaram de idéia porque a mãe de Alyssa Milano ameaçou, tipo assim, processá-los. Bom, com esses cabelos bufantes dos anos 80, a comparação fica difícil!

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5. O menino que interpreta aquele que inferniza a vida de Donnie na escola é um cara que já foi mencionado aqui no blog! É o Alex Greenwald, que colaborou numa faixa do Mark Ronson. Hmmm, não sei não hein… Essa coisa de premonição, sinal, coisa do presente e do passado… Tudo muito esquisito!

Melhor parar por aqui.

Esperança

“Claro, baby, mañana.” Era sempre mañana. Foi tudo o que eu ouvi durante toda a semana seguinte - mañana, uma palavra adorável que provavelmente quer dizer paraíso. 

(Tirado do livro On The Road, de Jack Kerouac.)

Haverá sangue

Apropriei-me de uma livre tradução do título do filme There will be blood, de Paul Thomas Anderson, pra falar, na verdade, de outros filmes (!), já que esse aí ainda não vi.

Senhores do Crime

A maratona sangrenta começou com Senhores do Crime (Eastern Promises), de David Cronenberg. Esse é aquele em que a personagem de Naomi Watts é uma parteira que começa a se envolver com a máfia russa em Londres. Eu confesso que fiquei um pouco decepcionada com o roteiro… Sendo um filme do Cronenberg, que costuma fazer umas coisas meio bizarras como ExistenZ e Crash (que aqui ganhou o subtítulo Estranhos Prazeres), esperava uma coisa mais complexa e maluca. Mas ok, desconsiderando isso, ainda achei que sendo um filme de mafiosos haveria mais traições, reviravoltas e, por que não, sangue. Talvez essa expectativa tenha sido aguçada por ter revisto Os Infiltrados alguns dias antes!

Não é um filme ruim, de jeito nenhum. Ainda mais com a atuação de Viggo Mortensen - pelamor, o que é a cena da luta do cara pelado na sauna com dois outros caras querendo matá-lo?? Aí sim rolou bastante sangue e confesso que fechei os olhos em algumas partes!

No geral, a premissa é bacana, mas achei que teve um desfecho light.

Irreversível

Dois dias depois, foi a vez de Irreversível (Irreversible), de Gaspar Noé. O filme é de 2002, mas só fui vê-lo agora em dvd. Acho que, a essa altura, muita gente já sabe que é um filme com cenas fortes: uma cena de estupro e uma briga que envolve um extintor de incêndio. Ele é contado em ordem reversa e cada trecho é filmado em plano seqüência, ou seja, sem cortes -e esta estrutura acaba sendo o maior mérito do filme, já que o roteiro é bem simples. Nada de grandes surpresas como em Amnésia, no qual a ordem reversa é fundamental. Mas valeu assistí-lo só pela cena SEM CORTES do cara desfigurando o rosto de outro com o tal do extintor de incêndio: me deixou completamente boquiaberta (e em alguns momentos, de olhos fechados!) pensando “Como é que isso foi feito???”.

Curiosidade: O Kirill de Senhores do Crime e Marcus de Irreversível foram interpretados pelo mesmo ator, o francês Vincent Cassel, que é casado na vida real com Monica Bellucci, a atriz corajosa que topou fazer a cena de estupro.

Onde os Fracos Não Têm Vez

Pra finalizar a maratona, hoje fui prestigiar o vencedor de melhor filme do Oscar, Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country For Old Men), dos irmãos Coen. Cheguei à conclusão que expectativas podem estragar muita coisa! Não sei se ando muito chata ultimamente, mas não achei um filme sensacional. Fargo é bem melhor. E que que é o cabelinho do Javier Bardem? Ainda bem que ele ganhou o Oscar pra compensar!

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Ah, só quero finalizar o post deixando claro que não sou uma aficcionada por sangue e que eu também assisto filmes água-com-açúcar de vez em quando!

Versões

Percebi que um assunto que tem rendido muita história por aqui são dicas de covers. E o post de hoje é dedicado a algumas descobertas nesse tema.

1. Josiah Leming

Ele é ex-participante da temporada atual do American Idol (foi de cortar o coração a eliminação dele, aliás… ). O texano tem 18 anos, saiu de casa para “ir onde o vento o levava” e passou a morar em seu próprio carro. Outra coisa curiosa é que apesar de ser norte-americano, ele canta com um sotaque britânico. Diz ele que isso acontece porque ouve muitas bandas inglesas, como Radiohead, Coldplay, Snow Patrol, etc. Forçado ou não, isso lhe confere mais charme, certamente!  

Em um de seus testes no programa, trouxe um pouco de contemporaneidade (coisa que às vezes falta no American Idol) tocando Grace Kelly, do Mika. Vale prestar atenção na finalização que ele criou, ficou bem bacana:

2. Mark Ronson

O produtor britânico Mark Ronson acabou de ganhar o prêmio de melhor artista masculino no Brit Awards 2008 e a proeza do cara é que ele não é um cantor. E ele é bom.

O segundo álbum que ele produziu se chama Version e foi lançado no ano passado. Chamou a Amy Winehouse pra cantar uma música do The Zutons (Valerie), pegou a Lily Allen pra fazer uma cover do Kaiser Chiefs (Oh My God - que virou uma das músicas mais conhecidas dela, aliás), fez uma versão pra LSF, do Kasabian, entre outras covers. Só pra frisar: o cara é bom.

A música que eu destaco é a versão de Just, do Radiohead. Imagine uma big band no lugar da guitarra pesada. E não me levem a mal, pois a guitarra da versão original é uma das coisas que eu mais gosto na canção. Então o trunfo do cara é conseguir tirar o que era legal na música e ainda assim não estragá-la. Pelo contrário. Confira o clipe da versão, que traz no vocal a participação de Alex Greenwald. E aproveite pra assistir o clipe da original, que é sensacional.

A nada fofa Peaches

Está ai uma figurinha nada fofa que é meu vicio no momento! Tenho ouvido “fuck the pain away” e “kick it” de forma obsessiva e já estou deixando as pessoas do meu trabalho assustadas!!!

E quem é essa figura exotica?!

Conforme ela, ”master of the original dirty lyrical classic”! Usando batidas minimalistas e boas referencias, ela faz um Electro-clash com ninguem e se diz criadora do Electro-punk…[se for para definir, prefiro Porno-clash]

Canadense, foi professora e bibliotecaria. Vivendo atualmente em Berlim, produz sozinha todos seus sons e por isso, merece mais ainda meu respeito! Uma verdadeira Do-it-yourself…

Confira:

http://www.youtube.com/watch?v=pNbyHivdPls

http://www.youtube.com/watch?v=r4yndU6NqUE

A Mallú Magalhães é fofa

Muito se tem falado sobre a cantora e compositora paulistana Mallú Magalhães, de apenas 15 anos. Ela tem ganhado bastante notoriedade com sua página no My Space e agora caiu no ouvido de muita gente graúda.

Fui entrar na sua página esses dias e, apesar de não ser o tipo de música que mais me agrada (meio folk, meio country), não pude deixar deixar de explorar todos os vídeos e músicas disponíveis. O som é bem gostosinho e o bacana dela é que ela não é uma garota de 15 anos querendo passar por uma de 20. Ela não faz caras e bocas pra cantar, deixa transparecer uma leve timidez e não tem respostas prontas para os repórteres. É uma artista de 15 anos como poucas artistas de 15 anos, atualmente.

Para conhecer mais sobre ela, entre em http://www.myspace.com/mallumagalhaes. Destaque para Tchubaruba.

E, para quem quiser conhecer pessoalmente, ela vai tocar no Studio SP na sexta, dia 22.

Liveplasma: descobrindo bandas e filmes

O Liveplasma é uma ferramenta que relaciona bandas/artistas e filmes similares (cada um em sua categoria), baseada no motor de indicações da Amazon.com. O usuário coloca o nome da banda ou do filme e o site monta um mapa de opções relacionadas segundo critérios como estilo e época.

Olhem um exemplo: buscando pelo diretor Danny Boyle, o sistema vai apresentar os filmes realizados por ele e para cada um vai colocar um punhado de opções do mesmo estilo. Para Trainspotting, por exemplo, ele relaciona Snatch e Jogos e Trapaças (…), Réquiem para um sonho, Pi e Amnésia. Bom, até Réquiem eu concordo, mas acho que Pi e Amnésia caíram aí por acidente! Mas não deixam de ser ótimos filmes!

liveplasma.jpg

Conclusão: preciso ver Donnie Darko…